Hoje, domingo, 1º de abril, não aconteceu NADA de especial. Tirando o fato do Mino ter ido na casa da minha avó. E eu feliz da vida não podia demonstrar esse felicidade. Sei lá, parecia que se eu demonstrasse a minha felicidade ele iria embora. Não troquei uma palavra com ele. Passamos o dia assim, sem dar oi nem tchau. Isso é estranho, porque tem dias que não nos cansamos de conversar no MSN, mas dai chega na hora de falar frente a frente e o silêncio toma conta, pelo menos de mim. Eu sou uma idiota, não consigo falar com ele. Poxa. "Por que que tem que ser assim se o meu desejo não tem fim? Eu te espero a todo instante, nem mil auto-falantes vão poder falar por mim...". Nem os mil auto-falantes falarão por mim, nem eu falarei por mim. Essa que é a merda.
Chorei. Decepção? Sim. Senti que nada mais ia dar certo pra mim, é como se eu estivesse destinada a ser um nada. Parecia que tudo o que eu queria se afastasse. É como se eu corresse para pegar o premio e esse premio tivesse pernas, assim, se afastando de mim. Minha mãe me ajudou. Amo muito ela. Ela me consola, ela sabe de tudo sobre mim, como dizem, ela me conhece de "cabo a rabo". Desde que eu cheguei ela disse: "tu ta com uma cara de choro", logo eu disse: "não é nada mãe". Não deu duas horas e eu estava lá, chorando. Chorando porque eu vou ter que desistir, desistir dessa pessoa que eu amo tanto, mas que nunca olha pra mim. Sou apenas a irmã do amigo dele, a "criancinha".
Se desisti não foi por falta de competência, mas sim por não querer sofrer mais com ilusões.
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