domingo, 3 de fevereiro de 2013

Fezes

SEMPRE que eu estou de boa no 'face' e vejo que ele esta online eu fico tipo, sei lá, com raiva de mim por ter três oi ignorados na conversa, com raiva dele por ter me ignorado, com raiva de nós por nao ter dado certo. Não é bem raiva. É só, sei la, desprezo? Apesar dessa 'coisa contra' ele eu prefiro pensar nas coisas boas, como por exemplo, quando nos conhecemos. Sim, sente-se porque la vem história...

"Era uma vez duas amigas (eu e a amiga) que em uma sexta (se nao me engano dia 9 de Julio de 2012. Ó, tenho boa memória pra coisas que considero 'importante') resolveram ir para uma noite do 'CLJ' (pra quem não sabe é um grupo de jovens da igreja católica, sim, eles são adolescentes normais e fazem noites, ficam, vão à festas e tudo mais). Tudo certo, a noite ia ser na casa de um amigo da minha amiga (estou colocando cores pois nao vou citar nomes, logo, pra nao confundirem os amigos e amigas que irei citar varias vezes), só que o amigo cancelou a noite quando nós ja estávamos pra sair de casa. Nós, muito animadas não iriamos dizer para a mãe da minha amiga que a noite havia sido cancelada, até porque ela não nos levaria se não fosse na noite do CLJ. Então, minha amiga foi para o 'face' falar com a amiga dela, e adivinhem? Sim, ele tinha outra noite para nós. Um 'aniver noite'. Combinamos com a amiga que iriamos nos encontrar lá. Ta tudo certo, tudo belezinha. Chegamos no condomínio, não conhecíamos a guria que estava de aniversário e nem ninguem de lá. Só a minha amiga que conhecia um ou outro, mas só conhecia mesmo. Ta tudo bem, entramos na noite e a amiga não tinha chego. BELEZA, estávamos num lugar desconhecido com desconhecidos. E nós ainda na cara de pau demos parabéns para a guria. Mas faz parte.
Depois de entrar, dar parabéns com uma cara de 'nem te conheço'  sentamos em uma mesa, pegamos um quentão, porque era inverno e estava muito, mas MUITO frio, e ficamos ali sentadas 'bebendo' e olhando as pessoas que ali estavam. De repente a porta se abre, entra um grupo de guris, um de black power, outros dois de boné, parecendo uns manos, e um de flanela. Eu olhei e pensei: 'é isso que temos pra hoje', dei mais uma olhadas e vi que um dos dois guris de bonés não era tao mano assim, era, sei la, curti até, mas sei lá.
Nesse meio tempo, a minha amiga começou a falar com  o futuro namorado dela por sms e eu ali, boiando. Ta, fomos pra rua e a amiga chegou. Dai as coisas desembocaram. Começamos a conversar com ela e as amigas dela e tal, só que tudo isso na rua, era de noite, um frio do caramba, dai elas nao queriam entrar, então nós entramos (eu e minha amiga), sentamos na boa e velha mesa perto da copa e ficamos ali, nisso os dois guris de bonés chegaram e começaram a papear e tal. Logo pensei '' que saco, eles vao ficar no pé até alguma de nós ficar com eles''. Mas ta, continuamos a conversar, lembro perfeitamente que a primeira coisa que ele disse foi " homem não presta!". Com isso eu e meu pensamento rápido, não querendo ver ele se humilhar disse, "não é só o homem, as pessoas não prestam" ele me olhou e disse: "Bah! te curti!" e nisso ficou, papo vai, papo vem, e eu ja criando algo por aquele ser, mas nada de mais, só afinidade mesmo. Dai perguntaram minha idade, eu disse 14, tive que mostrar a identidade pra provar. Lembro que ele pegou minha identidade, olhou a data e disse "não meu, tu não pode ter 14! Ta loco, erraram a data aqui, tu não tem 14, te registraram errado!", tipo, tri revoltado.   Sei que os guardas do condomínio mandaram baixar a musica  e falar mais baixo. Dai todo mundo se aquietou, sentaram, começaram tipo aqueles papos de bar. Eu como uma leonina bem acanhada me sentei ao lado da minha amiga  (mas dessa vez naquelas cadeiras de plastico branca), dai ele veio, me olhou e disse:
- Eu te conheço de algum lugar...
- Mas eu não te conheço. (haha)
- Tu não estudava no *lalala* ?
- Sim! Estudo la ainda. Mas como assim?!
- Eu estudei lá!
- Em que ano?
- Em 2010 eu fiz o 3º, eu lembro de ti lá!
- Como assim!?

Cara, me impressionei, ele lembrou de mim quando eu estava na 7ª série, sendo que ele era do terceiro, ou seja, quem do terceiro presta atenção nas pessoas da sétima? EMBASBACADA. Ta, descobrimos isso e ele começou a espalhar pra todos ali presentes: "Ela foi minha colega!" e o pessoal falava tipo, "como assim ela foi tua colega, ela tem 14 e tu 19?" dai ele explicava, sei que ele não me deixou em paz, sempre chamando de colega, vindo filosofar comigo, e essas coisas. Dai minha amiga perguntou se ele conhecia o fulano lá e tal, e ele disse que sim, sendo que ela ja teve ( e naquele momento tava tendo) uma queda pelo fulano. Os dois começaram a conversar sobre o fulano e eu só ali né. Dai sei que ele foi pegar alguma coisa, foi no banheiro, sei lá, saiu da nossa volta e ela disse: "Muito destino né!", na hora eu disse, "Simmmmm! De maisss!" Achando que ela estava falando sobre ele lembrar de mim e nós nos encontrarmos depois de 2 anos, sendo que eu não conhecia ele. Mas ela estava falando do fulano, do fato dele conhecer o fulano.
Ja estava ficando tarde para nós, umas 4h da manhã, frio pra cacete (desculpe a palavra), a meia lua, linda no céu. Ligamos para o pai da minha amiga, e ele foi nos buscar. Ele chegou, buzinou, nós saímos sem dar tchau pros guris. Eu abri a porta, tava, entrando, coloquei o pé direito no carro olhei pro condomínio e sei lá o que se passou pela minha cabeça naquele momento, só sei que eu vi ele subindo na grade e gritando "BOA NOITEE! TCHAAAAU! BEIJOO!". Tudo bem que ele nao tava tão consciente, mas sei lá, eu fiquei rodando, e ainda rodo, essa sena na minha cabeça, sei lá, foi legal da parte dele.
Chegamos em casa, adicionamos todos que tinhamos que adicionar e dormimos.


DEPOIS TERMINO ESSA HISTÓRIA.

Oizinho!

Oie! Eu tô sem criatividade, e pior ainda, sem nada novo pra comentar. LOGO, resolvi então colocar um texto da Bruna Vieira do Depois dos Quinze, que eu amo! E acho que todo mundo vai se identificar. :)

" Eu me apaixonei perdidamente por aquele cara que sabia sempre o que dizer. O problema é que deixamos o amor nascer em um labirinto e agora, nossa antiga amizade, não consegue encontrar a saída. Os sinalizadores estão queimando tudo o que sobrou e você continua olhando para o outro lado."


Boa demais para você


Certa vez me disseram que eu era boa demais para você. Colocaram meu amor a leilão e apostaram que logo apareceria alguém melhor. Um cara que realmente se importasse ao invés de alguém que fica semanas sem telefonar e manda uma mensagem no meio da madrugada, dias depois do último encontro, dizendo que está com saudade. Como se essa palavra fosse a senha do meu coração. Disseram que eu deveria conhecer pessoas novas. Entrar num curso de gastronomia, viajar para Europa nas férias ou ocupar os meus domingos com idas ao parque. Nunca fiz nada disso, pois tive certeza que jamais de encontraria nesses lugares. Passei pelo caminho mais longo só para talvez te ver casualmente saindo da faculdade, fui todas as sextas do último mês naquela balada que nos conhecemos e aos domingos, escrevi e apaguei mensagens que nunca foram enviadas ao som daquela música. Você nem deve saber o nome da nossa música.
Eu sei que o problema não é comigo. É você e esse medo de se prender a alguém e gostar da sensação. Prefere continuar caindo ao invés de descobrir se o paraquedas funciona. Queria que soubesse, mas queria que soubesse antes que seja tarde, nem todo mundo é como o seu pai. Os fantasmas mais assustadores são àqueles que nós mesmos criamos. Já te disse, e repito, sua vida não deve ser uma consequência dos erros que ele cometeu quando você ainda nem podia sentar no banco da frente do carro. A única herança que é sua por direito, além desses lindos olhos azuis, que às vezes me parecem verdes, é o lugar onde você e sua irmã vivem. Agora está escuro lá. Talvez frio. Mas logo vocês descobrem como se liga a luz.
Fico pensando, ninguém te conhece de verdade. Se você os desse essa oportunidade. Certamente, veriam o que eu vejo. Sentiram o que eu sinto. Eles acham que é só mais um caso perdido e vai acabar como todos os outros garotos. Enxergando o mundo na mesma perspectiva até o último dia. Esse não é o seu final. De longe, percebi dia desses enquanto pegava o metrô, todo mundo é só um ponto solitário. Ao seu lado, no entanto, somos dois. Quem sabe, um dia, três. O mistério das reticências combinam com a gente.
Sinto falta das nossas conversas sobre o que já não falo com ninguém. Dos seus desabafos bem no meio da melhor parte do filme. Parece bobagem, mas era bom ter um espaço no sofá da sua sala. Um dia fomos grandes amigos. Os conselhos que deu já me levaram para diferentes lugares. Até que seu ombro passou a ser meu travesseiro mais macio. Eu me apaixonei perdidamente por aquele cara que sabia sempre o que dizer. O problema é que deixamos o amor nascer em um labirinto e agora, nossa antiga amizade, não consegue encontrar a saída. Os sinalizadores estão queimando tudo o que sobrou e você continua olhando para o outro lado.
Essa é a última vez. Antes de me despedir e apertar o botão sem volta, que leva estas palavras até você, aviso. Eu não quero te consertar. Nunca quis. Quero é provar que podemos ser exatamente assim, cheios de defeitos e sem nenhuma garantia. Invisíveis para o resto mundo, mas o suficiente um para o outro.

Se vocês quiserem entrar no blog, aqui o link:  http://www.depoisdosquinze.com

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Amor

O amor não é nada, só machuca, cria tristeza, ciúmes, e mais um caminhei de problemas. Sem contar nas noites mal dormidas, nos milhares de litros de água desperdiçado no banho porque estávamos pensando em alguém... Bom, para mim só me aconteceram decepções. No amor quem sofre não é o coração,é o cérebro. Ele que coordena todos os sentimentos. É, o coração sui serve pra bombear sangue. Acredite, o cérebro é o grande vilão dessa história, juntamente com os amados.

Vamos ver o lado bom... Ta, tenho que tentar imaginar o lado bom. Vamos lá: então.... ta difícil.